Comecei o ano “sem me dar férias”, pois estava estudando para o Concurso Público da Universidade Federal de Alagoas para o cargo de Assistente em Administração (nível médio). Inclusive, estes tempos culminaram na crônica “Estudar Emagrece”, escrita em Fevereiro deste ano. Achei que não tinha obtido êxito na seleção, mas, para minha surpresa e felicidade, fui classificada em 45º lugar – o que, em outra situação de concurso, seria ruim; mas frente à quantidade de vagas e aposentadorias que estão surgindo, breve, breve, serei servidora pública federal efetiva. Isto me deixa com uma sensação maravilhosa no peito, além de aumentar a auto-estima e o pensamento positivo diante das próximas batalhas do caminho. E claro: uma segurança boa de não estar desempregada, após o término da faculdade. Acho que o ponto está em acreditar em si mesmo, pois isto é essencial para o início de qualquer luta.
Em Março, mais uma conquista: consegui a Monitoria de Direito do Trabalho que tanto queria. Primeiro lugar! E por tão poucos décimos. Nossa! A monitoria me ajudou muito a lidar com os professores e a desenvolver atividades acadêmicas. Como resultado, ainda fiz uma pesquisa sobre os trabalhadores avulsos que laboram no Porto aqui do Município de Maceió. Foi precípuo para meu aprendizado e crescimento pessoal. Ainda em Março, proferi a minha primeira Palestra sobre “Mulheres em Movimento” no Ministério Público do Trabalho de Alagoas – abrindo as portas para meus trabalhos também como palestrante.
Na literatura, o meu livro infantil “O segredo do Rio Mundaú” foi publicado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos – fruto do Concurso do I Edital de Livros Infantil. O lançamento na V Bienal Internacional do Livro de Alagoas me inseriu no Mundo da Literatura de Gente grande, oferecendo-me uma esfera de oportunidades para a divulgação do meu trabalho neste ramo. Entrevistas, fotos, convites, outras palestras... Tudo tão novo e diferente para mim. Agora, sou Sócia-Colaboradora da Academia Palmeirense de Letras (isso mesmo! A Academia de Graciliano Ramos). E para completar com “chave de ouro”, meu livro infantil já foi adotado como paradidático nos Colégios Objetivo e Madalena Sofia. Poderia ser melhor?
Retornando ao mundo acadêmico, concluí a minha Pesquisa Científica sobre Polícia Comunitária no Município de Maceió e, junto com minha amiga-de-todas-as-horas, fizemos uma excelente e ousada apresentação no Congresso Acadêmico da UFAL. Os corredores que o digam!
E o melhor de tudo: estou estagiando no Ministério Público Federal – que me abriu portas para retornar aos livros jurídicos com mais fulgor, obrigando-me a rever matérias como Previdenciário, Penal, Processo Penal (disciplinas que eu sempre deixei “um pouco de lado” e agora estou tendo que aprender na marra). Gosto disso. Chegaria uma hora que eu teria que apreender tudo mesmo, então, que seja na prática jurídica!
Contudo, todas estas vitórias (será que posso chamar assim?) não fariam sentido se eu não tivesse tantas pessoas ao meu redor para compartilhar comigo. Todas as pequenas ou grandes alegrias que vivenciei não foram apenas minhas, mas também dos meus amigos e familiares. Conheci pessoas maravilhosas este ano – que podem, inclusive, transformar a minha vida de um modo positivo. Devo muito a elas. E é por isto que acredito que 2011 foi um ano de sorte. Não é ser sortuda demais poder contar com os amigos?
Sem dúvida, foi um ano extremamente cansativo. Mas acho que, no final, valeu a pena. Que venha, então, 2012 – que será bem melhor que 2011 se depender desta força interior que se move dentro de mim.
Sara Albuquerque.
P.S.: Agradeço a todos os meus amigos da Fábrica de Palavra, de quem sempre pude obter uma palavra de apoio, de crítica sincera e de carinho.


