<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691</atom:id><lastBuildDate>Tue, 29 May 2012 22:50:19 +0000</lastBuildDate><category>Causos de Alagoas</category><category>Ficção</category><category>Avisos da Fábrica</category><category>O Segredo do Rio Mundaú</category><category>Contos</category><category>Descascando uma Mulher Romântica</category><category>Sentimento</category><category>Poesia</category><category>Minha Visão de Mundo</category><category>Livros - Filmes - Afins</category><category>Outros tempos</category><category>objetividades</category><title>Fábrica de Palavras</title><description>(Por Sara Albuquerque)</description><link>http://www.saralidade.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>343</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-4181783728982944838</guid><pubDate>Sat, 24 Mar 2012 23:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-24T20:13:14.261-03:00</atom:updated><title>Agora,sim, servidora pública federal!</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num determinado momento da minha vida, conversando com Deus, eu pedi a Ele que me ajudasse a conseguir aqueles sonhos mais profundos do meu coração. Eu pedi que, na medida que fosse conseguindo, não mudasse meu jeito de ser; que eu não me deixasse iludir pela “fama” ou pelas vitórias; que eu tratasse sempre as pessoas “de igual para igual”; que, se eu tivesse “mais” que os outros, soubesse sempre doar e dividir com quem tem menos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus olhou pra mim e disse que não seria fácil. Ele explicou sobre as tentações do mundo, o egoísmo, as maldades, os limites humanos. Ele me disse que eu era capaz de conseguir tudo aquilo que queria se fosse para o meu bem, mas tudo só dependia de mim. Então, Ele me deu força de vontade, coragem e esperança e mandou: “vá”. Eu o olhei no fundo dos olhos e agradeci. Sabia que, com aqueles três ingredientes, poderia ajudar a mim e aos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, eu fui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a situação financeira, aqui em casa, “apertou”; eu consegui passar no Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas (CEFET-AL). Agora, meus pais não precisavam mais se preocupar em pagar colégio particular. Eu estava numa escola pública com ensino de qualidade. Lá, conheci as pessoas que fizeram a diferença em minha vida. Encontrei amigos de verdade – não só amigos – mas aqueles amigos-irmãos, sabe? Aprendi sobre fé, amor, solidariedade, literatura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, quando pensei que tudo estava perto do fim, passei no vestibular de Direito da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Os rostos mudam; os aprendizados também. pessoas e Pessoas passaram no meu caminho, sempre deixando um pouquinho de si e levando uma pitada de mim com elas. Vi nos outros o exemplo de quem eu queria ser; em alguns, de como eu NÃO queria ser. Aprendi sobre humildade, paciência, respeito, admiração. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No momento em que o pão ficou caro e o café ficou frio, percebi que a minha casa precisava de mim. Consegui adentrar nos estágios mais bem pagos de Alagoas: Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal. E aí eu avistei um mundo que não conhecia. Era como se os problemas dos outros (em vários aspectos) chegassem em minhas mãos e, por meio de pareceres jurídicos (se a Chefia concordasse), tivéssemos o poder de solucionar. Eu aprendi sobre enfrentamento, interesse público, garantias para fazer o bem, soluções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida foi me ensinando que, se eu quisesse, poderia melhorar o mundo, seja pelo Direito, seja pela arte. Então, eu consegui publicar o meu primeiro livro, através do I Edital de Livros Infantis da Imprensa Oficial. Com “O Segredo do Rio Mundaú”, conheci a literatura alagoana por trás de suas formalidades. Os contatos, as feiras de livros, a contação de histórias. Tudo novo e tão inesperado. Teatro e literatura que, antes, pareciam tão distantes, agora, fazem parte da rotina e me trazem tanta alegria. “Livros mudam pessoas” e mudam pra valer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, assim, fazendo-me sentir uma paz extrema no peito: fui nomeada para o cargo de Assistente em Administração da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Agora, sim: servidora pública federal! Entro, no serviço público, com a sensação de que tenho muito a contribuir, em palavras e em atitudes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na minha cabeça, uma única frase lateja “é só o começo”. Sempre é só o começo quando o sonho é grande e a vontade não é pequena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhei para o céu azul. Fazia sol. Senti que Ele estava olhando pra mim. Então, eu agradeci e prometi, do fundo do coração, que faria a diferença na vida das pessoas ao meu redor. E que Ele me conservasse sempre digna do amor dos meus irmãos para comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chorei. Chorei. Chorei. Obrigada, Deus. E Ele sorriu pra mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-4181783728982944838?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/03/agorasim-servidora-publica-federal.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-5244855866546496280</guid><pubDate>Sun, 18 Mar 2012 00:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-17T21:49:11.347-03:00</atom:updated><title>Pormenores</title><description>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;, &amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 11pt; line-height: 115%; mso-ansi-language: PT-BR; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-theme-font: minor-bidi; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-fareast-language: EN-US; mso-fareast-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin;"&gt;Ultimamente, pouco me entendo. Pouco me tenho também. Nem consigo sequer escrever. Por isso me consome como um vírus que os cientistas desconhecem a cura. Fica aqui dentro, pululando feito gia. Igual aquelas gias da casa da vó, das quais eu morria de medo e, por causa delas, morri tantas vezes. Pronto. Chamarei essa coisa aqui dentro de gia. É fria e incômoda. Dói, às vezes. E nem consigo decifrar o seu DNA. Para tirá-la de mim, para jogá-la fora de uma vez. “De uma vez por todas”, como dizem nos filmes. Se eu, ao menos, pudesse sentir a causa disso tudo. Como foi que essa gia foi parar aí dentro? Vai ver tenho engolido muito sapo. É. Vai ver foi isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-5244855866546496280?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/03/pormenores.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-6112180228459217875</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2012 22:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-17T19:16:48.860-03:00</atom:updated><title>Olhe direitinho</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Cadê aquela fagulha? Eu a deixei bem aqui. Você viu? Não. Estava bem aqui. Tenho certeza. Ao lado daquele sorriso que você me deu. É. Aquele quando nos vimos pela primeira vez. Pela &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;web cam. &lt;/i&gt;Você lembra? Estava lá. Bem pertinho daquela música, da poesia do Acendedor de Lampiões. Sim. A rosa do dia 8 também estava lá. Perto das cartas, bilhetes e letras que escrevi. Tem certeza que você não viu? Ela tava dentro daquela caixa de veludo. Aquela que lhe dei de presente, que enfeitei com frases românticas das revistas &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;todateen&lt;/i&gt; da minha coleção de 15 anos. Estava junto das lembranças do porta-retrato quebrado e do ursinho de pelúcia esquecido. Olhe direitinho. Talvez você encontre. Já procurei no Aviso de Recebimento (A.R.). Nada. Ah! Também estava perto daqueles elogios que você dizia; da alegria dos meus sonhos e beijos cor-de-coisa-nenhuma. Vamos procurar rápido. Já acionei até São Longuinho. Quem estava guardando mesmo? Era eu ou você? Não lembro. Será que ela se perdeu em algum mês 29? Não sei. Só espero que não tenha apagado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-6112180228459217875?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/03/olhe-direitinho.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-5989072363295282387</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2012 21:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-17T18:54:26.694-03:00</atom:updated><title>Na hora</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Quero amor inteiro. Não quero desconto, abatimento ou dividir em prestações. Quero sentimento à flor da pele. Quero atenção. Quero música, colorido e um pouco de areia da praia. Sinto muito. Meu coração não está liquidação. Custa caro. Custa dedicação. Dispenso metades. Só quero amor à vista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-5989072363295282387?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/03/na-hora.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-7680339993637127677</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2012 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-17T18:53:12.042-03:00</atom:updated><title>Riscos</title><description>A sensação que tenho é de estar sempre em risco. Arriscando-me na roupa nova, na mensagem ousada, no telefonema inseguro. Este falso impulso que me instiga, depois tão detalhadamente pensado, perde sua essência. Porque, depois do risco, sempre vem a conseqüência, a realidade “nua e crua” – sem filmes de comédia romântica para eufemizar o sentido da coisa-toda. Xingo baixinho Heráclito, que alegava que “tudo flui”, enquanto permaneço igualmente arriscante. Riscando a bexiga toda de giz. Não. Giz não. Carvão. Que é pra ver se vive. Se acorda. Mas a realidade é nua, é crua... (é. eu já disse isso) Vou ter que jogá-la no fogo, para ver se assa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-7680339993637127677?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/03/riscos.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-629110179880945841</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2012 21:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-17T18:34:24.486-03:00</atom:updated><title>Plano A</title><description>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Tudo culpa de ontem. Mentira. Culpa de sempre. É. Sim. Confiança é algo que se vai construindo aos poucos. Quando se perde, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;baby&lt;/i&gt;, a reconstrução leva o triplo do tempo. Nem sei se havia algo ou não – se embaraço, fingimento ou qualquer asneira. Mas eu pensava que existia. E agora só tem um vão. O vazio da insegurança disfarçada em sorrisos amarelados. Um vazio que só eu sinto e vejo, porque a Avenida Fernandes Lima, ao contrário, está lotada. Tum-tum-tuns com estilo de zabumba; a gotinha de suor desce entre os seios. Finjo que leio o livro para dispersar minha atenção dos rangidos e pensamentos altos das outras pessoas. Poxa! Que engarrafamento! Aconteceu um acidente, foi? Merda! Vou chegar atrasado de novo. Tento não ouvir. Minha vontade de tapar os ouvidos aumenta. Mas eles perceberiam se eu os tapasse. Porque eu o faria com muita pressão. Muita, muita, muita. Conseguiria me concentrar nas batidas da minha jugular. Uma vampira sedenta de barulhos mórbidos. Mas eles perceberiam. Veriam minha aflição e, logo, entenderiam a culpa. A culpa da Fernandes Lima está cheia. A culpa da chuva. A culpa do acidente. Tinha sido minha. O ex-governador, coitado, recebeu o nome da Avenida e, agora, era xingado à torta e à direita, em cima e embaixo. Até ele puxaria o meu pé mais tarde. Porque era minha culpa. Todos me colocariam numa fogueira de cartas queimadas. Da princesa à bruxa de um sonho só. Tudo isto porque eu confiei. De olhos fechados, bem fechadinhos. Confiei, sem ter plano B.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sara Albuquerque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-629110179880945841?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/03/plano.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-6475177816657948701</guid><pubDate>Sat, 03 Mar 2012 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-03-03T11:29:07.466-03:00</atom:updated><title>Desencontro</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os encontros e os desencontros dessa vida nos deram uma chance de ficar juntos. Confundindo a amizade com a paixão adolescente, deixamo-nos envolver pela vontade de conhecer o outro sem escapes. Do beijo doce até o pegar nas mãos, aproveitamos cada segundo daquelas 3 horas juntos. Você era, como diriam as românticas de plantão, muito “fofo”. Era tanta fofura que eu me preocupava em não machucar sua boca com o meu aparelho dentário. Aquele aparelho que me deixava mais menina e desajeitada ainda, mas que você parecia pouco se importar ou nem notar que ele estava ali. Com certeza, as borrachinhas entre os ferros deviam ser coloridas ou “verde-cheguei” – típico do meu comportamento brincalhão e “nem aí” para a opinião alheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como tudo aconteceu. Lembro-me de estar sentada ao seu lado naquele auditório de teatro e de conversarmos alguma coisa como a sua banda de rock favorita ou o novo estilo do Prof.Newton. De repente, já tínhamos nos beijado uma, duas ou três vezes. Quando saímos do teatro, deixamos que nossos pés nos guiassem até o ponto de ônibus. Menores de 18 anos e literalmente pobres, só nos restava a opção de voltar para casa e pensar no que tinha acontecido. “Ficar” parecia o termo adequado para aquela situação – por mais que eu dissesse que não gostava daquilo. Ele tinha “ficado” comigo; e eu, com ele. A gente teria se “curtido” se existisse Facebook, mas, à época, só havia ICQ, Orkut e garagem.org.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No outro dia, não sabíamos como agir direito um com o outro. Eu deveria voltar a tratá-lo como meu amigo-de-sala, fingindo que nada aconteceu? Não. Fui além disso. Chamei-o para conversar e pareceu um pouco de cena de novela das 6 da Globo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olha, eu fiquei pensando no que aconteceu ontem... Foi bom, sabe. Mas acho que nós deveríamos ser somente amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Poxa... Eu também estava querendo falar com você porque eu penso exatamente a mesma coisa. Você é legal, divertida, mas o sentimento que cultivo por você é de amizade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente se abraçou tão forte. Tínhamos ganhado na MegaSena. Não nos machucaríamos, tampouco deixaríamos isso influenciar na nossa amizade. Fizemos um contrato verbal de “não ficar” e o mundo voltava a ser perfeitinho daquele modo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anos se passaram e poucas foram as vezes que conversamos mais de 5 minutos, mas eu sabia que, a qualquer momento, poderia encontrá-lo e saber das novidades e das suas vitórias sempre tão valiosas. Vê-lo crescer tão bonito e bom me fazia feliz. Tenho certeza que você também ficava feliz por mim quando abria aquele sorriso aparelhado e me dava um abraço. Agora, você quem usava o aparelho dentário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que bumft! Veio uma maré e levou você da gente. Sem avisar nada. Ficou aquele gosto salgado da saudade que você deixou. Chorei igual a adolescente que eu não era mais. Eu me despedia mais uma vez, mas para sempre. Não guardei fotografia ou carta. Apenas a lembrança daquelas três horas de sinceridade mútua e dos cinco-em-cinco minutos bimestrais com os quais você me presenteava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No enterro, muitas flores ao redor do caixão. Demorei um mês para engolir a ficha de que aquilo realmente havia acontecido. Seus pais, agora mais velhos e não mais parecidos com as imagens das minhas memórias, debruçavam-se sobre o seu corpo pálido e petrificado. Mas o que me chamou atenção foi a menina-de-preto. Quase todos estavam em sinal de luto, mas ela era diferente das outras pessoas. Era jovem, bonita, cabelos longos e pele clara. Sua expressão espelhava uma dor infinita no peito, como se lhe tivessem retirado a chance da felicidade. A namorada – aquela a quem ele dizia que ia casar e ter filhos. Um amor denso, que palavras não podem descrever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senti vontade de abraçá-la, de tentar acalmá-la; mas eu não conseguia sequer conter o ritmo acelerado do meu coração. Então, eu só fiz orar. A verdade é que eu nunca soube lidar com fins.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;* Voltando a escrever contos fantasiosos. Vamos ver se consigo. =)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-6475177816657948701?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/03/desencontro.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-3859099582751146196</guid><pubDate>Sun, 26 Feb 2012 18:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-26T15:36:55.841-03:00</atom:updated><title>Vão</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que a gente se sente quando vai se perdendo de si. Aquele rombo 10x8 no estômago começa realmente a incomodar. Parece filme de terror, onde a mocinha nada sagaz e de cabelos cacheados vai em direção ao escuro, buscando saber quem está fazendo o barulho estranho no sótão. Ela sabe que vai morrer e pouco importa. A curiosidade e a música de suspense ao fundo instigam-na a continuar. Alôôô! Só se salvam as louras inteligentes no final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi exatamente deste jeito. Deixei pedacinhos dos meus braços, pêlos e suspiros no chão de paralelepípedos e passarinhos gigantes comeram tudo. Não me lembro mais como era andar com 100% do maior órgão do corpo humano. Tornei-me dependente da atenção de semáforos. Semáforos sempre verdes – nunca vermelhos ou amarelos, infelizmente. “Pode passar” – ele urgia como um leão. E eu, hipnotizada em síndrome de Estocolmo, apenas esperava um rastro de percepção, zelo. Tão ingênua, prestes a morrer na faixa de pedestres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um piscar de olhos que durou 5 minutos e 3 segundos, lá estava eu de novo. Quase inteira, sentindo saudade do que um dia fui e de quem não sei se conseguiria resgatar. No momento em que o sol gravitacional da minha vida era eu, sempre tive certeza de que rumo tomar. Agora, tudo parece escuro, inseguro, incerto. E a aceitação por parte de terceiros agora tende a me importar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Onde escondi aquela independência e coragem que me deu forças para enfrentar o bicho-debaixo-da-cama? Não consigo. Só mesmo uma sessão de regressão para me fazer recordar em que momento decidi me perder de mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-3859099582751146196?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/02/vao.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-3166200221281869591</guid><pubDate>Wed, 01 Feb 2012 22:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-02-01T19:03:19.693-03:00</atom:updated><title>O peixinho suicida</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não compreendo. Ele deveria ser forte, esguio, além de super veloz. Sua espécie romântica, ameaçada de extinção, era uma das mais preservadas pelos cientistas. Mas, com medo dos predadores do rio, ele decidiu que passaria a viver em águas salgadas. Foi de encontro a todas as leis da natureza. A doçura e a maciez com que estava acostumado não mais existiam. E, agora, ele era obrigado a enfrentar os perigos do oceano, além daquele gosto salgado de mar aberto. Outrora tão peculiar e cheio de vida em seu antigo habitát, agora, o peixinho era feio, murcho e apático. O mar, mesmo tendo também três letras, era essencialmente diferente do rio onde ele passara a infância. Sabia que a culpa era sua. Como pode um peixe de rio querer viver no mar? Nem se lembrava mais dos motivos que alicerçaram sua escolha de anos atrás. E o peixinho só queria ir embora. O problema era que não se recordava do caminho de casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-3166200221281869591?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/02/o-peixinho-suicida.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-2455987799482547577</guid><pubDate>Sat, 07 Jan 2012 03:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-07T00:26:06.762-03:00</atom:updated><title>O livro verde</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Sensibilidade inata, TPM, ansiedade de concurseira e falta de dinheiro. Fui à Livraria como qualquer outro dia corriqueiro da minha vida. Impressiono-me com os mesmos livros, capas e sinopses e consigo paquerá-los tal como se estivesse os vendo pela primeira vez. É minha paixão. Aquele cheirinho de página nova, as letras saltitantes e ansiosas por leitores viciados, a grossura, o tamanho, a cor, o formato... E aquele livro, em especial, chamou-me a atenção. Era verde – apesar de já tão maduro, devido à vivência e experiência jurídica do seu autor. Li as 15 primeiras páginas, reli o sumário umas seis vezes. Sabia que era um livro importante e que me ajudaria bastante com os estudos para esta nova fase da minha vida. Eu o devoraria com fervor, rabiscos e marca-textos. Muito me assustei, contudo, com o seu preço: R$89,00 (oitenta e nove contos!). Encarei-o com sobriedade. Sabia que não poderia comprá-lo. O cartão de crédito (atrasado e “comendo” juros) dormia em algum lugar perdido da minha casa. Eu estava só com o cartão de débito – o único que utilizo há alguns meses, enquanto não regularizo minhas contas. Não era suficiente. Alisei a sua capa, em forma de despedida, e dirigi-me à prateleira, colocando-o no mesmo lugar de antes. Ele parecia cambaleante e, por isso, recoloquei-o de pé bem carinhosamente, para não amassá-lo ou machucá-lo de algum modo. Senti uma tristeza tomar conta do meu peito quando saí da loja. Silenciei um choro que, para muitas pessoas, nada significa porque ninguém sabe o que se passa aqui dentro. Tantas outras pessoas querendo roupas, calçados, maquiagem... Eu queria um livro. Enxuguei as lágrimas ainda nos olhos, evitando que elas pudessem cair, e me propus a pensar positivamente. Aquele era mais um empurrãozinho diante da minha luta diária em conseguir um emprego logo, logo, logo, logo. Lembrei-me da cartolina colada na parede do meu “quarto de estudos”, onde havia recortes de revistas e frases referentes aos sonhos que eu quero realizar. Dentre eles, lá estava um dos desejos: “comprar quantos eu livros eu quiser”. Encostei a cabeça no vidro do carro e acreditei que seria apenas questão de tempo. Peguei o livro de Direito Civil e meti-me a estudar, embora o automóvel ainda estivesse em movimento. A vida não é fácil. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Só me resta torná-la menos difícil honestamente... Estudando.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sara Albuquerque&lt;/b&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-2455987799482547577?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/01/o-livro-verde.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-4207159066569272965</guid><pubDate>Thu, 05 Jan 2012 05:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-01-05T02:14:39.341-03:00</atom:updated><title>Nunca diga nunca...</title><description>Sara Albuquerque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-4207159066569272965?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2012/01/nunca-diga-nunca.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-7910830736555693942</guid><pubDate>Fri, 30 Dec 2011 11:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-30T08:57:07.275-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Minha Visão de Mundo</category><title>Culpa da Lua (Retrospectiva 2011)</title><description>&lt;div align="justify"&gt;2011 foi um ano repleto de conquistas. As pessoas dizem que nasci com o “bumbum virado pra lua” e, seja lá o que for que isso signifique, a sorte realmente bateu em minha porta este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei o ano “sem me dar férias”, pois estava estudando para o Concurso Público da Universidade Federal de Alagoas para o cargo de Assistente em Administração (nível médio). Inclusive, estes tempos culminaram na crônica “Estudar Emagrece”, escrita em Fevereiro deste ano. Achei que não tinha obtido êxito na seleção, mas, para minha surpresa e felicidade, fui classificada em 45º lugar – o que, em outra situação de concurso, seria ruim; mas frente à quantidade de vagas e aposentadorias que estão surgindo, breve, breve, serei servidora pública federal efetiva. Isto me deixa com uma sensação maravilhosa no peito, além de aumentar a auto-estima e o pensamento positivo diante das próximas batalhas do caminho. E claro: uma segurança boa de não estar desempregada, após o término da faculdade. Acho que o ponto está em acreditar em si mesmo, pois isto é essencial para o início de qualquer luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Março, mais uma conquista: consegui a Monitoria de Direito do Trabalho que tanto queria. Primeiro lugar! E por tão poucos décimos. Nossa! A monitoria me ajudou muito a lidar com os professores e a desenvolver atividades acadêmicas. Como resultado, ainda fiz uma pesquisa sobre os trabalhadores avulsos que laboram no Porto aqui do Município de Maceió. Foi precípuo para meu aprendizado e crescimento pessoal. Ainda em Março, proferi a minha primeira Palestra sobre “Mulheres em Movimento” no Ministério Público do Trabalho de Alagoas – abrindo as portas para meus trabalhos também como palestrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na literatura, o meu livro infantil “O segredo do Rio Mundaú” foi publicado pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos – fruto do Concurso do I Edital de Livros Infantil. O lançamento na V Bienal Internacional do Livro de Alagoas me inseriu no Mundo da Literatura de Gente grande, oferecendo-me uma esfera de oportunidades para a divulgação do meu trabalho neste ramo. Entrevistas, fotos, convites, outras palestras... Tudo tão novo e diferente para mim. Agora, sou Sócia-Colaboradora da Academia Palmeirense de Letras (isso mesmo! A Academia de Graciliano Ramos). E para completar com “chave de ouro”, meu livro infantil já foi adotado como paradidático nos Colégios Objetivo e Madalena Sofia. Poderia ser melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornando ao mundo acadêmico, concluí a minha Pesquisa Científica sobre Polícia Comunitária no Município de Maceió e, junto com minha amiga-de-todas-as-horas, fizemos uma excelente e ousada apresentação no Congresso Acadêmico da UFAL. Os corredores que o digam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor de tudo: estou estagiando no Ministério Público Federal – que me abriu portas para retornar aos livros jurídicos com mais fulgor, obrigando-me a rever matérias como Previdenciário, Penal, Processo Penal (disciplinas que eu sempre deixei “um pouco de lado” e agora estou tendo que aprender na marra). Gosto disso. Chegaria uma hora que eu teria que apreender tudo mesmo, então, que seja na prática jurídica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, todas estas vitórias (será que posso chamar assim?) não fariam sentido se eu não tivesse tantas pessoas ao meu redor para compartilhar comigo. Todas as pequenas ou grandes alegrias que vivenciei não foram apenas minhas, mas também dos meus amigos e familiares. Conheci pessoas maravilhosas este ano – que podem, inclusive, transformar a minha vida de um modo positivo. Devo muito a elas. E é por isto que acredito que 2011 foi um ano de sorte. Não é ser sortuda demais poder contar com os amigos?&lt;br /&gt;Sem dúvida, foi um ano extremamente cansativo. Mas acho que, no final, valeu a pena. Que venha, então, 2012 – que será bem melhor que 2011 se depender desta força interior que se move dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.S.: Agradeço a todos os meus amigos da Fábrica de Palavra, de quem sempre pude obter uma palavra de apoio, de crítica sincera e de carinho. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-7910830736555693942?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/12/culpa-da-lua-retrospectiva-2011.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-1257106262152082611</guid><pubDate>Sun, 25 Dec 2011 22:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-25T19:24:00.473-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Minha Visão de Mundo</category><title>Ela vai casar</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Mastiguei um susto quando soube. “Óbvio que ela não está grávida”, pensei. Casamentos não acontecem mais por este motivo – pelo menos não a maioria, como ocorria antigamente. Depois de tanto tempo convivendo juntas, perdemos o contato telefônico, orkutiano, facebookense etc. As circunstâncias do nosso afastamento foram realmente fortes, mas ainda pensei que a amizade tivesse “jeito”, mesmo achando (quase 99%) que eu fazia mais questão disso do que ela. Deixei que o tempo, então, ditasse as regras e hoje mal nos falamos, apesar de ainda guardar um carinho muito especial por tudo aquilo que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Vai casar. Vinte e poucos anos. Ou melhor: vinte e “bem pouquinho mesmo” anos. Fiquei tão empolgada ao saber que ela estava bem, que estava tão segura e determinada a dar este passo. Minha vontade foi de telefoná-la e dizer o quanto eu a admirava e desejava que ela fosse feliz. Contudo, evitei. Mantive minhas expressões de alegria para mim mesma, já que não queria que ela se sentisse constrangida a me convidar para seu casamento. Nem era esta minha intenção. Queria apenas que soubesse dos meus votos de felicitações e de torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, não é fácil tomar uma decisão como esta. E digo isto por mim. Sou romântica de carteirinha e não nego. Sonho com casamento, luas de mel, &lt;em&gt;baby dolls&lt;/em&gt; sexys, acordar e dormir juntos, filhos e todo aquele stress diário, em que vão haver momentos de “ficar de mal”, de “pedir desculpas” e “de saber que escolheu a pessoa certa para estar ao seu lado, mesmo que ele esqueça de fechar a tampa do vaso sanitário”. Eu sei que poderia conviver com tudo isso numa boa. Mas não agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando penso em casórios, imagino-me, no mínimo, com mais vincas no rosto – mesmo que isto não seja algo de que possa me orgulhar. Um compromisso deste “peso” me deixa assustada e sou capaz de fingir que não entendi e me fazer de lesada se alguém me pedisse em casamento hoje. Não sei do que se trata. Talvez, não esteja ainda madura o suficiente para me sentir segura. Além do mais, eu nem sei cozinhar direito e dormir “a dois” ainda me deixa desconfortável – minha irmã sabe bem disso. Segurança tem a ver com amor. Deve ter sim. O anel de compromisso, em que pese ser apenas um símbolo, é a prova de que assumi a responsabilidade de fazer a outra pessoa a mais feliz deste mundo para todo o sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo pesar os pós e contras de um amanhã depois de casada. Infelizmente ou não, ainda não me despertaram esta vontade insaciável de fazer dar certo &lt;em&gt;independente das circunstâncias&lt;/em&gt;. E, talvez, quando isto acontecer, eu não sinta tanto medo do futuro imprevisível e diverso dos livros de romance que leio com frequência. Mas, hoje, vestido branco e buquês estão longe das minhas perspectivas imediatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que para Ela não é assim. Posso até sentir suas expectativas nas fotos que andei fuçando na internet. Embora Ela nunca saiba o quanto eu desejo que ela esteja bem, um dia, se nos cruzarmos pelas ruas da cidade, vou lhe dirigir um sorriso sincero ao invés de fingir que não a vi e atravessar a rua. E espero que, naquele momento, ela perceba que, mesmo longe, eu estou &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; feliz em vê-la crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-1257106262152082611?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/12/ela-vai-casar.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-8406003094483342640</guid><pubDate>Sun, 25 Dec 2011 21:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-25T18:12:22.232-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Minha Visão de Mundo</category><title>Já</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em e Dex. Dex e Em&lt;/em&gt;. Vou sentir saudade do casal que me arrancou sorrisos e lágrimas durante estes cinco dias. Cansada de ler artigos e textos jurídicos, permiti-me iniciar uma leitura diversa de quaisquer “recursos ordinários trabalhistas”, “contratos de shopping” ou “sucessões testamentárias”. Como presente de amigo secreto – já sondado anteriormente – ganhei o romance &lt;strong&gt;“Um dia”&lt;/strong&gt; de &lt;em&gt;David Nicholls&lt;/em&gt;. Perfeito: havia arranjado o livro de 400 páginas com o qual me concentraria nas minhas férias de cinco dias. Não... Lógico que não tenho dois meses de férias, mesmo tendo a felicidade de não reavaliar nenhuma disciplina neste oitavo semestre (o que me deixou com um grande orgulho de mim mesma somado ao alívio irônico desses “pontinhos” de trabalhos que os professores acrescentam nas provas) e, claro, mesmo estando em recesso jurídico no estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. É a verdade. Sinto muito, mas é verdade. Chega um momento das nossas vidas que as “férias” da Faculdade são o palco ideal para outros afazeres outrora tão apertados na rotina do corre-corre-diário. E quando se trata do final da Faculdade, então... A impressão é de que as cobranças e as responsabilidades se multiplicam como uma potenciação elevada à quinta. O Trabalho de Conclusão de Curso, os projetos de divulgação do meu livro infantil, os estudos para o exame da Ordem dos Advogados do Brasil, os concursos públicos, a manutenção da Fábrica de Palavras. Vou colocar um ponto final nisto aqui se não ficarei desesperada e não conseguirei concluir este texto-crônica-desabafo frente à possibilidade de reticências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo particular, quero aproveitar este último ano do curso de Direito, mormente no que diz respeito às minhas amizades. Minha sala de aula – aos trancos e barrancos – chega ao 5º ano e me questiono para onde aquelas cinqüenta pessoas irão nos próximos anos. E não é se ficarão gordas, mesquinhas ou felizes, mas sim como cada um de nós vai ter “botar sua mola” para arranjar um emprego, exercer a advocacia ou sei lá o que. Então, sei que, neste último ano, terei que me esforçar para dar conta de todos os meus afazeres e curtir (que não no &lt;em&gt;facebook&lt;/em&gt;) cada companhia, cada amizade que a Universidade me deixou consolidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que não passarei estes dois meses atolada no Código Penal e Processo Penal – pra ver se aprendo o que não apreendi em quatro anos -, afinal, já fiz a lista de museus que quero visitar e diversões que quero apreciar neste ínterim. Todavia, sei que estes meses requerem de mim um esforço voltado aos estudos. Dessa vez, de forma mais, mais intensa ainda do que antes. E estou disposta a deferir este pleito a mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para conseguir tudo isto, porém, preciso ter mais autoconfiança. Sei disso. Sempre acho que posso ser ou fazer melhor e nunca fico suficientemente satisfeita com meus trabalhos. Não tenho dúvida de que se Papai Noel me aumentasse o dia para 30 horas, eu, logo, logo, estaria desejando que o dia tivesse 36 horas e assim sucessivamente... Hum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, Srta. Sara, vamos começar, não é? Você consegue. Vamos tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1,2,3 e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-8406003094483342640?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/12/ja.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-2481461864231795512</guid><pubDate>Mon, 19 Dec 2011 01:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-18T22:56:05.900-03:00</atom:updated><title>Espera</title><description>Conversas quando precisas são duras.&lt;br /&gt;Mas trazem frutos.&lt;br /&gt;Bons ou ruins.&lt;br /&gt;Estou com uma esperançazinha no peito.&lt;br /&gt;Uma vela quase apagada. Ainda acesa.&lt;br /&gt;Espero que não seja em vão.&lt;br /&gt;Não dessa vez.&lt;br /&gt;Pois eu prometi a mim mesma...&lt;br /&gt;Mindinho da direita com Mindinho da esquerda&lt;br /&gt;Que seria mais uma chance de um “nó” no plural.&lt;br /&gt;Mais uma chance pro amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sara Albuquerque.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-2481461864231795512?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/12/espera.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-3317969334827673923</guid><pubDate>Thu, 15 Dec 2011 02:43:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-14T23:47:17.704-03:00</atom:updated><title>Estado de Choque</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentia o corpo todo formigar, desde a ponta dos dedos dos pés até a testa. Ela não estava ali. Seus pensamentos viajavam nas suas últimas 24h. Três horas de sono, uma madrugada de estudos, uma boa nota na avaliação da faculdade, estágio cansativo, alguns minutos de espera, pizza de calabresa... Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém lhe telefonara ou mandara recadinhos afetuosos. Ninguém para afastar a cadeira do jantar ou perguntar se ela queria ajuda para lavar os pratos. Ninguém sentaria ao lado e lhe faria cafuné enquanto ela contava sobre aquele extenso mês de dezembro. Ninguém lhe cantaria uma música ou faria peripécias para vê-la sorrir. Ninguém para tão somente compreender em vez de julgar. Ninguém para fazê-la se sentir querida, única, importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam todos perto e, ao mesmo tempo, longe. Deitada naquele quarto, ela vislumbrava alguns rostos amigos para quem ela poderia telefonar, mandar um torpedo, um recadinho off-line no Facebook. Mas não queria incomodá-los com seu sentimento triste que, em breve, passaria e, como de costume, voltaria com mais intensidade no final da noite. Assim: exatamente como agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando começou a perceber de volta o seu corpo estátua na cama, recobrou a consciência de que deveria dormir. Não adiantaria ficar pensando ou remoendo pensamentos solitários. Derramou algumas lágrimas no travesseiro e, com os olhos queimando, orou com intensidade pedindo que o dia seguinte fosse melhor... E que, por uma obra divina, esta tristeza acumulada no seu peito fosse levada embora o quanto antes, para que ela voltasse a se sentir bem consigo mesma quando estivesse só.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sara Albuquerque.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-3317969334827673923?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/12/estado-de-choque.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-8948573077065625880</guid><pubDate>Mon, 05 Dec 2011 02:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-04T23:21:56.538-03:00</atom:updated><title>Questões Nulas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Quando você perceber que o caminho não é tão fácil nem seguro, você vai resolver voltar ou estará ao meu lado até o fim? E se não for o que estava pensando? Caso eu te conte das minhas loucuras e te convide para compartilhar uma delas comigo, você, num momento de lucidez, jogará minhas ilusões malucas “na minha cara” ou irá respeitar meu jeito puro de imaginar? Quando você crescer, será igual a mim ou quererá que eu seja igual a você? Se eu quiser chorar e passar quatro dias seguidos sem falar contigo, atender telefonemas ou demonstrar carinho, você aguentaria? Se eu deixasse pra lá... Se pisasse na bola... Se não corresse atrás? Se eu não te desse a certeza de um amanhã feliz? Até &lt;em&gt;onde&lt;/em&gt; mesmo você iria por mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-8948573077065625880?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/12/questoes-nulas.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-2661700717645710284</guid><pubDate>Sun, 04 Dec 2011 22:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-04T19:16:56.125-03:00</atom:updated><title>Relatório de Estágio do MPT/AL</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A prática de estágio é momento essencial na vida acadêmica, não só porque permite ao graduando em Direito a aplicação de seus conhecimentos jurídicos na realidade prática, mas também devido à possibilidade de identificação com a área de trabalho onde estagia. Eis o motivo pelo qual estou satisfeita com a atuação da Procuradoria do Trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia-a-dia da PRT alude a um aspecto diferenciado dos ramos do Poder Judiciário propriamente dito, dado o teor destes últimos ser dotado de extrema impessoalidade e até mesmo uma sinuosa distância com os membros da sociedade. Talvez, em virtude de a área trabalhista possuir uma autonomia com relação aos demais, sendo regida por princípios próprios, ou por seu aspecto abrangente de atingir a todos os indivíduos da sociedade (já que todos são trabalhadores ou empregadores), estas peculiaridades conferem uma característica mais humana ao ambiente do trabalho. Desta forma, a postura da Procuradoria do Trabalho frente ao seu público-alvo é sempre atenciosa, dotada de simplicidade e, principalmente, voltada à proteção dos interesses difusos e coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este caráter, percebido pelos próprios membros da Regional, permite que o estagiário se sinta acolhido na Instituição, o que contribui significativamente para o bom desempenho das suas atividades. Sem dúvida, incluo-me neste rol de estagiários que, pela paixão cultivada ao direito do trabalho, fez com que eu desenvolvesse todas as funções do estágio com afinco, organização, aperfeiçoamento e, principalmente, profissionalismo e atendimento às críticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reitero, como já exposto alhures, que toda a técnica e cognição adquiridas foram advindas de uma composição de fatores: a amplitude de materiais de pesquisa, o conforto do meio ambiente do trabalho, as boas relações pessoais com os servidores, membros, estagiários e terceirizados da Regional e o apoio sempre constante do Supervisor de estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, o meu período de estágio nesta Regional foi de 1 ano e 4 meses, o que sem dúvida deu azo para que eu me sentisse como uma molécula desta Instituição. A experiência do primeiro estágio é sempre marcante. Afinal, tudo que é novidade tende a causar certa ansiedade. Há o medo implícito no obscuro. Mas a oportunidade de aprender, de errar e de consertar os meus erros foi, sem dúvida, singular. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sim. Refiro-me ao aprendizado não apenas jurídico – de fato, aprofundei meus conhecimentos acerca da processualística laboral e sua materialidade, por conseguinte – mas também pessoal. Lidar com processos, lembrando sempre que cada um deles representa vidas de pessoas diferentes, exige aptidão, celeridade, cautela. Lidar com as pessoas do ambiente de trabalho não é muito diverso dos processos, exigindo de nós, ainda mais, uma maior presteza, tranqüilidade e respeito às diferentes personalidades e opiniões. A isto chamamos de profissionalismo. Vivenciá-lo, na prática, embora sendo estagiária, foi essencial para minha formação como futura profissional do direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora! Não há que se esconder, ainda, a possibilidade de errar e consertar os erros. O estágio serve como uma forma de aperfeiçoamento daquilo que aprendemos na teoria. Errar faz parte. E admitir o erro é o primeiro passo para aperfeiçoarmos nosso trabalho, sempre em busca de melhor prestar serviços aos jurisdicionados e às pessoas em geral. Estou ciente de que concluo este estágio na PRT da 19ª Região com uma carga bem maior de conhecimentos do que quando lá adentrei, ao início do estágio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo, alfim, que o Direito de Trabalho, longe de ser um direito formalista, permite a aproximação do Ministério Público com a sociedade, já que os diplomas normativos apenas existem devido a esta. O Direito nasceu para a sociedade e não o contrário. Triste concluir que muitos órgãos judiciais, provenientes dos demais ramos jurídicos, compreendem esta premissa de forma invertida, inviabilizando muitas vezes uma Justiça mais célere e desburocratizada, em detrimento daqueles que se valem dela para verem efetivados os seus direitos, existentes, muitas vezes, somente na “letra da lei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;* Um pedacinho da conclusão do meu Relatório de Estágio (de um total de 10 folhas).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-2661700717645710284?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/12/relatorio-de-estagio-do-mptal.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-5161271637136202214</guid><pubDate>Wed, 16 Nov 2011 16:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-16T14:21:55.445-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Minha Visão de Mundo</category><title>Pronta</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Deixei passar a minha vez por achar que não seria minha. A saída com os amigos, sob a alegação de que teria que estudar. E até os amigos, por motivos que não eram meus. Deixei passar a oportunidade de falar em sala de aula, por vergonha de errar. Não cantei a música, por medo das conseqüências. Evitei subir no palco, porque não me sentia “pronta”. Deixei passar o ônibus das 6h, para pegar o de 6h20min. Fiquei mais alguns minutinhos dormindo e perdi a chance de ler o último capítulo do livro. Escrevi e não publiquei, pois tinha consciência de que ela/ele leria. Deixei que o meu paquerinha da 5ª série seguisse seu rumo, porque sabia que minha melhor amiga também gostava dele. Segurei o tão sonhado “eu te amo” e ele nunca soube. A luz da sala, não apaguei. A torneira quebrada, não consertei. E quando pude, não olhei pra trás. Deixei escapar, por entre os dedos, o “sim” e o “não” que me fariam feliz, durante duas décadas e mais um pouco. Agora, resta-me esta vontade insaciável de abraçar o mundo com o corpo inteiro e de não deixar passar mais nada que me faça bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-5161271637136202214?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/11/pronta.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-4155464089080336521</guid><pubDate>Wed, 09 Nov 2011 23:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-09T21:10:31.574-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Minha Visão de Mundo</category><title>Umbigo "pra dentro"</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Desprendi-me daquele Bloco em formato de “U” e fui em direção ao Restaurante Universitário. O caminho era mais-ou-menos longo. Depende do quanto pesam os seus pensamentos. A bolsa pendia no meu ombro direito e pude perceber aquele lasco de dor nas costas. Eu precisava mesmo era diminuir o peso da bolsa! Do outro lado, para equilibrar (e aumentar o cansaço), meu braço esquerdo, como um alicate gigante, segurava o caderno e o livro de Direito Constitucional. Tentei me manter esguia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;All star&lt;/em&gt; lilás, blusinha rosa, calça &lt;em&gt;jeans &lt;/em&gt;surrada e velha (mas que amo!), relógio azul... Bem diferente do convencional para uma estudante de Direito. Bom, se eu não me importo, então, está tudo bem. Aquele sol de Vidas Secas e aquele caminho retilíneo eram muito mais relevantes naquele momento. Olhei em frente e fiz o que sempre faço quase sem notar... Fechei os olhos por cerca de 6 segundos e continuei andando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa! Você já experimentou? Que sensação maravilhosa! De olhos fechados, é possível sentir com muito mais firmeza o vento tocando em cada parte do seu corpo. Parece que está te alisando com pano de prato meio molhado. Os sons dos carros passando, dos passarinhos, dos galhos das árvores se mexendo, dos seus próprios passos. Você já se permitiu perceber? Costumo fazer isto por poucos segundos, pois sempre mudo um pouco o percurso. Deixo que esta alegria do universo me gire por uns 25º. Ao abrir os olhos, o ambiente fica totalmente diferente em suas áreas e profundidades, recheados de cores antes não vistas ou paqueradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tão feliz que pensei em te telefonar. Não lembro se o fiz, se mandei alguma mensagem... Ou se deixei passar a oportunidade. Só me recordo de querer estar perto. Mas não dava. Ergui a cabeça e continuei a reparar. Nos outros, no céu, em mim. Apesar de ser super incontida, eu tentava me manter no padrão. Tão quanto o meu umbigo é “pra dentro”, estou “pra dentro”... Ainda com medo de tudo e deste futuro incerto, que se torna tão mais real depois que a gente aprende a fechar e a abrir os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-4155464089080336521?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/11/umbigo-pra-dentro.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-282128927499974036</guid><pubDate>Sun, 06 Nov 2011 16:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-06T13:32:46.794-03:00</atom:updated><title>Decisão</title><description>Se achar que está gastando muita água, desligue a torneira.&lt;br /&gt;Se o filme está ruim, vá ler um livro.&lt;br /&gt;Se não está com sono, estude.&lt;br /&gt;Se o trabalho está difícil, pare, respire e medite antes de continuar a fazê-lo.&lt;br /&gt;Se a dúvida está consumindo, arrisque.&lt;br /&gt;Se a torneira desligar, a água pára.&lt;br /&gt;Se for ler um livro, o filme dorme.&lt;br /&gt;Se estudar, o sono logo vem (infelizmente ou não).&lt;br /&gt;Se meditar, o trabalho espera.&lt;br /&gt;Se arriscar, a dúvida dilapida.&lt;br /&gt;Se decidir, &lt;em&gt;fale, escreva, expresse&lt;/em&gt; –&lt;br /&gt;o que não pode é cultivar a incerteza no coração alheio&lt;br /&gt;porque ele pode não esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-282128927499974036?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/11/decisao.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-8265995439090626473</guid><pubDate>Sat, 05 Nov 2011 19:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-05T16:14:37.854-03:00</atom:updated><title>Orando por meus botões</title><description>Ajuda-me a ver o embaçado,&lt;br /&gt;o entrelaçado por minhas dúvidas de parafuso.&lt;br /&gt;Quero ter forças&lt;br /&gt;para deixar para lá o que deve ser deixado pra lá.&lt;br /&gt;Nem sempre o que é melhor pra mim&lt;br /&gt;é o que eu realmente quero (ou acho que quero).&lt;br /&gt;Ilumina meus pensamentos cor-de-giz&lt;br /&gt;e dá-me coragem de seguir adiante.&lt;br /&gt;Não posso parar.&lt;br /&gt;Deixa eu Te sentir em cada gesto de criança,&lt;br /&gt;cada música de amor.&lt;br /&gt;Ensina-me a discernir um futuro bom.&lt;br /&gt;Sinto-me sozinha outra vez&lt;br /&gt;como em todos os dias de chuva.&lt;br /&gt;Não era pra ser assim (nem assado).&lt;br /&gt;Vou à Tua casa hoje.&lt;br /&gt;Preparei os ouvidos do meu coração&lt;br /&gt;para te escutar melhor.&lt;br /&gt;Estou precisando de Ti.&lt;br /&gt;Ajuda-me a tomar as decisões certas...&lt;br /&gt;Porque sem elas,&lt;br /&gt;não serei feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-8265995439090626473?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/11/orando-por-meus-botoes.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-5986510398939814519</guid><pubDate>Sat, 29 Oct 2011 17:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-29T14:44:48.177-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Contos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Ficção</category><title>Sem cadeados</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A luz do sol estava baixa, fugia de mim como quem brinca de esconde-esconde. Cada vez mais, a areia ficava sombreada pelas folhas dos coqueiros. Decidimos passar 24h longe de tudo e de todos. Celulares desligados. Curtíamos a presença um do outro, esvaindo a solidão desvairada da rotina.&lt;br /&gt;- olha aquela nuvem... parece um coelho dando à luz a um coelhinho.&lt;br /&gt;- caramba! Sério? – disse ele pensativo.&lt;br /&gt;- hum... eu acho.&lt;br /&gt;- é que, pra mim, mais parece um rapaz segurando um sorvete.&lt;br /&gt;Comecei a rir e tentei desfazer meu coelho metamorfozeando-lhe em humano. Não deu certo. O máximo que consegui foi um homem dando à luz a um menino-sorvete... Continuei a conversar.&lt;br /&gt;- cairia bem um sorvetinho agora...&lt;br /&gt;- neh?&lt;br /&gt;Sem que eu percebesse, ele molhou a areia com o restinho do refrigerante que ainda dormia no copo e pegou a colher um pouco lambuzada de brigadeiro. Meus olhos o perseguiam em interrogação.&lt;br /&gt;- vai querer sorvete de quê, minha querida? Temos todos os sabores.&lt;br /&gt;Ele havia mudado a voz e, agora, era o próprio vendedor de sorvetes. Adorei a surpresa!&lt;br /&gt;- Hum... Tem todos os sabores?&lt;br /&gt;- sim! Todos os sabores do mundo.&lt;br /&gt;- caramba! Então tá... Eu vou querer de 2 bolas de arco-íris, 1 bola de margarida e 3/4 de uma bola de lilás.&lt;br /&gt;- Boa escolha, senhorita. Tem preferência de arco-íris? De manhã, à tarde...?&lt;br /&gt;- Arco-íris logo de manhãzinha, por favor.&lt;br /&gt;Ele posicionou a colher nos potes invisíveis e retirou graciosas e pesadas bolas do seu eixo, despejando-as no copo.&lt;br /&gt;- poxa vida! É maravilhosa esta flor... Parece mesmo amarelo maduro.&lt;br /&gt;- posso experimentar? – perguntou ele com os olhos pidões.&lt;br /&gt;- hum... só se eu ganhar um beijinho no rosto.&lt;br /&gt;Ele ficou de joelhos e veio bem devagarzinho em minha direção. Coloquei o copo de sorvete apoiado entre as pernas e esperei... O beijo tinha gosto de inominável. Pude sentir toda a sua respiração célere quando se aproximou de mim.&lt;br /&gt;Estávamos nos apaixonado de novo. Estávamos nos permitindo. Estávamos como há tempos não nos sentíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-5986510398939814519?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/10/sem-cadeados.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-2018214506957272639</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-26T11:49:36.220-03:00</atom:updated><title>o segredo de Sara A.</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Tantas reportagens, fotos e autógrafos... Está sendo assim desde o início da V BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE ALAGOAS em 22 de outubro de 2011. &lt;em&gt;É tudo muito novo pra mim.&lt;/em&gt; Toda esta euforia mágica vem me fazendo refletir o quanto eu realmente amo quaisquer tipos de Artes, seja Literatura, Teatro, Música, Pintura. Não por causa das fotografias ou do fã-clube infantil que, meio sem querer, acaba se formando ao redor de uma escritora infantil. É maravilhoso sim sentir-se querida e admirada por pequeninos tão cheios de verdade e ingenuidade. Mas não é o &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; que me motiva a permanecer quase dois horários do meu dia naquele estande da Editora. Ainda bem que não. Caso contrário, uma hora eu estaria farta de mim mesma; os acontecimentos não teriam novidade; os meus livros vendidos ficariam repletos de autógrafos impessoais e sem nenhuma cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso contar um segredo? O que eu gosto mesmo é quando, durante a contação de histórias, as crianças me dirigem um olhar de curiosidade, um interesse pelo final do enredo. Gosto quando, talvez sem perceber, os pais se permitem viajar no mundo lúdico do texto infantil e sentem-se tão crianças outra vez. Gosto quando sinto que o abraço é verdadeiro, que o “parabéns pelo livro!” foi dito com o coração. Gosto quando alguns se aproximam e dividem comigo o sonho de enveredar pelo mundo da escrita. Gosto de dizer “Confie em você!”, “não desista de lutar pelo que você quer!”... Porque, um dia, eu também tive a oportunidade de ter pessoas maravilhosas que me incentivaram a correr atrás dos meus desejos mais profundos. Gosto de tudo de tudo. E, no momento em que chego em casa, depois de um dia exaustivo (mas gratificante!) de trabalho, penso que as coisas não poderiam estar melhores para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero muito que este seja só o comecinho do meu caminho entre os escritores alagoanos. E espero que este número amplie consideravelmente, porque temos pessoas com dons infinitos no que tange à literatura em nosso estado. Espero que &lt;em&gt;“O Segredo do Rio Mundaú”,&lt;/em&gt; além de despertar nas crianças o interesse pela leitura quanto a assuntos referentes à Alagoas, também consiga atinar o gosto pela escrita. E que as pessoas lembrem que eu só tinha 20 anos quando consegui publicá-lo. Que lembrem que foi uma batalha longa e difícil, mas conquistada. Que vejam o quanto são capazes de alcançar seus sonhos. E que os busquem de forma voraz, carregando a honestidade e a perseverança nos bolsos – porque não há dinheiro no mundo que possa substituir estas duas virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Albuquerque. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-2018214506957272639?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/10/o-segredo-de-sara.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><thr:total>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6237722312090973691.post-5260433481705753259</guid><pubDate>Wed, 26 Oct 2011 13:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-26T10:39:09.355-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O Segredo do Rio Mundaú</category><title>Autora do livro O Segredo do Rio Mundaú fará contação durante toda Bienal</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6eQMqeKl6hI/TqgKXlI-mUI/AAAAAAAAA7Q/mHd7Qy2KpV4/s1600/nos.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5667791531268806978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-6eQMqeKl6hI/TqgKXlI-mUI/AAAAAAAAA7Q/mHd7Qy2KpV4/s400/nos.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;***Reportagem escrita por Elayne Pontual em 25/2011 no Blog da &lt;/em&gt;&lt;a href="http://imprensaoficial.al/blog/?p=220"&gt;&lt;em&gt;Imprensa Oficial Graciliano Ramos.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um pouco de sorriso, açúcar e romantismo numa xícara de ser humano”, é assim que Sara Albuquerque, escritora do livro O segredo do Rio Mundaú, descreve-se em seu blog Fábrica de Palavras. A obra faz parte da coleção de livros infantis Coco de Roda, lançada em 27 de setembro, na Escola Estadual Maria Rosália Ambrósio, Cepa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a noite do sábado, 23, terceiro dia da V Bienal Internacional do Livro de Alagoas, os autores e ilustradores da coleção Coco de Roda estiveram no estande da Imprensa Oficial Graciliano Ramos para sessão de autógrafos. Mas Sara quis ir além. Na tarde do outro dia, ela decidiu que estaria, até o final da exposição, à disposição da criançada para contar os encantos de seu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Com a contação de histórias, eu me sinto criança de novo”, disse Sara, aos 20 anos, revelando que é possível resgatar momentos de doçura e inocência, tão comuns em nossa infância. “Essas ocasiões em que consigo arrancar o sorriso de uma criança são muito gratificantes”, contentou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora ainda estará acompanhada de seu namorado, Elder Soares. Durante a Bienal, Elder ficou mais conhecido como “Tigre”, por causa de sua fantasia: “Eu disse a ela que tinha interesse em dinamizar um pouco. Comprei a fantasia e vim para o estande da Imprensa Oficial. É uma experiência ímpar”, disse ao explicar a decisão de fantasiar-se. “Pretendo acompanhá-la em todos os lugares que ela decidir contar suas histórias”, revelou o namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomentar a produção literária local foi o principal objetivo do Edital de Livro Infantis, lançado durante a IV Bienal Nacional e Internacional do Livro de Alagoas, realizada em 2009. Um dos principais critérios de seleção foi a referência ao folclore, mitos e lendas, história e a cultura de Alagoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros da coleção serão vendidos durante a V Bienal no estande da Imprensa Oficial Graciliano Ramos e estão disponíveis também na Imprensa Oficial (Av. Fernandes Lima, s/n, Gruta) no valor de R$ 15,00. Mais informações: (82) 3315-8303 ou editoracepal@gmail.com. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6237722312090973691-5260433481705753259?l=www.saralidade.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://www.saralidade.com/2011/10/autora-do-livro-o-segredo-do-rio-mundau.html</link><author>noreply@blogger.com (Sara Albuquerque)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-6eQMqeKl6hI/TqgKXlI-mUI/AAAAAAAAA7Q/mHd7Qy2KpV4/s72-c/nos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>
